O Conselho Municipal de Saneamento Básico (CMSB) de Itaúna deu um passo decisivo para o futuro ambiental e sanitário do município. Em reunião ordinária realizada nesta quinta-feira (9), no auditório do SAAE, foi apresentada a metodologia de revisão do
Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), ferramenta essencial para nortear os investimentos no setor pelos próximos anos.
O encontro reuniu gestores públicos, conselheiros e representantes da
EME Engenharia Ambiental, empresa responsável pelos estudos técnicos. O objetivo central é atualizar o diagnóstico da cidade para atingir as metas de universalização de água e esgoto estabelecidas pelo marco regulatório nacional até 2033.
Planejamento e Continuidade
A abertura foi conduzida por
Nilzon Borges Ferreira, Diretor Geral do SAAE e presidente do conselho. Ele destacou a escolha da consultoria técnica, lembrando que a EME Engenharia foi a mesma empresa que supervisionou a elaboração do plano original em 2013.
"É fundamental que os conselheiros, técnicos e gestores participem ativamente, trazendo informações da situação atual e sugerindo ações práticas para enfrentarmos os problemas e cumprirmos as metas de universalização", enfatizou Nilzon Borges.
Compromisso com o Crescimento
O prefeito
Gustavo Mitre participou da sessão e reforçou a necessidade de adequar a infraestrutura de saneamento ao ritmo de crescimento de Itaúna.
"A reestruturação do sistema é prioritária para atender à nossa população atual, que cresceu consideravelmente desde o último plano. Nosso foco é o trabalho técnico rigoroso para garantir água potável e tratamento de esgoto para todos", declarou o prefeito.
Metodologia e Participação Social
Os diretores da EME Engenharia Ambiental detalharam o cronograma de trabalho, que abrangerá os quatro pilares do saneamento:
água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem urbana.
- Ronaldo Malard (Diretor da EME): Destacou que o novo plano entregará desde diagnósticos técnicos até planos de investimentos e indicadores de monitoramento. "Buscaremos a integração total com o Plano Diretor e o Código de Posturas do município, sempre reforçando a importância da participação da sociedade em consultas e audiências públicas", pontuou.
- Dalton Mallard (Diretor da EME): Ressaltou que o saneamento deve ser visto como uma política pública de saúde e qualidade de vida. Ele sugeriu métodos modernos de coleta de dados, como questionários e entrevistas com atores locais, para garantir que o diagnóstico reflita a realidade dos bairros.
Próximos Passos
A revisão do plano resultará em um Projeto de Lei que será enviado à Câmara Municipal, após acompanhamento por órgãos como a FUNASA. O processo incluirá atividades de mobilização social para garantir que a voz da comunidade seja ouvida na definição das prioridades de investimento.