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Proteção e Recuperação da Sub-bacia do Rio São João

A criação do Projeto Rio São João foi uma iniciativa da administração do Município, surgida pela necessidade de melhorar e conservar a qualidade dos mananciais que abastecem o Rio São João. O projeto foi oficializado através de decreto municipal nº 5.326 de 24 de agosto de 2009, numa parceria entre SAAE e Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente, sendo a coordenação geral do projeto exercida pelo Diretor-geral do SAAE. O projeto é organizado em três programas: Programa de Revitalização, Programa de Educação Ambiental e Programa de Produção e Doação de Mudas Nativas.

De modo geral, para início das atividades constantes nesse projeto, que abrange continuidade e expansão das práticas já realizadas pelo projeto, o SAAE disponibilizou dados do projeto, material e mão de obra para os cercamentos necessários e o Instituto Estadual de Floresta (IEF) fez a mobilização individual dos proprietários com emissão de formulário de adesão ao projeto, orientações técnicas de campo com relação ao uso do solo e regularização ambiental das propriedades rurais, disponibilização de mudas quando necessário para recuperação de áreas degradadas e apoio técnico contemplando a espacialização e avaliação georreferenciada das áreas de interesse para o projeto.

Ainda sobre a disponibilização de mudas, no Centro de Educação Socioambiental do projeto Rio São João e no Horto da Fundação Granja Escola São José, ocorre a produção de mudas nativas utilizadas na revitalização das matas ciliares.

Programa de Educação Ambiental

1. Introdução

O programa de educação ambiental faz parte do projeto Rio São João, que tem por objetivo promover a melhoria da qualidade ambiental na sub-bacia do rio através do isolamento, recuperação e conservação da cobertura vegetal, do solo e da água nas nascentes do Rio São João, localizadas a montante do município.

Assim, o Centro Municipal de Educação Socioambiental foi criado no ano de 2015 como meio de trabalho para conscientização da comunidade sobre a problemática socioambiental atual, possibilitando abordagens sobre os recursos hídricos, fauna e flora da região.  

2. Objetivo

O programa prevê ações no âmbito das escolas da rede pública e privada, abordando a importância da conservação e preservação dos recursos hídricos e vegetação no entorno da sub-bacia do Rio São João. Com os seguintes objetivos específicos:
- Apresentação do projeto Rio São João, abordando a situação da sub-bacia e importância de sua preservação;
- Incentivar que os alunos e a comunidade adquiram consciência em relação à preservação do meio ambiente, com enfoque nos recursos hídricos e aos problemas a ele relacionados;
- Oferecer um espaço alternativo para professores e educadores do município exercer atividades e trabalhos de campo.

3. Metodologia

O Centro Municipal de Educação Socioambiental conta com estrutura física necessária para realização de atividades de Educação Ambiental. Dispõe de uma sala de palestras com capacidade para 50 pessoas e dois banheiros adaptados a deficientes físicos.

O Centro possui viveiros de mudas nativas em atividade e vários quiosques, além de possuir ampla área natural contendo lagoa, bosques e alguns animais aos cuidados do projeto, fazendo com que haja um expressivo contato com a natureza por parte dos visitantes.

As visitas ao centro são realizadas quinzenalmente, com capacidade máxima de 50 pessoas e duração aproximada de duas horas. Toda a visita é guiada e orientada pelos colaboradores do projeto Rio São João.

Inicialmente os alunos são levados à sala de palestras onde é abordada a importância da preservação e revitalização das nascentes da sub-bacia do Rio São João, buscando uma reflexão por parte dos alunos sobre a funcionalidade de tal sistema e a contribuição do mesmo com a preservação ambiental.

Em seguida os visitantes são levados para conhecer os viveiros com aves silvestres em reabilitação que foram recolhidos pela Polícia Militar do Meio Ambiente. Depois os alunos seguem para os viveiros de mudas, no qual são trabalhados conhecimentos sobre plantio e desenvolvimento vegetal, importância ecológica desses e sua função na recuperação de áreas degradadas, principalmente em nascentes e mata ripária. Também é realizada uma trilha ecológica, proporcionando um maior contato dos alunos com a natureza, com foco na observação de espécies vegetais nativas e sua contribuição para o meio ambiente.

4. Visitação

Para o agendamento de visitas, as escolas deverão entrar em contato com o Projeto Rio São João através de telefone – (37) 98403-2677 – e e-mail – saojoao@saaeitauna.com.br. Após o contato um formulário online é enviado, onde deve ser preenchido e respondido via e-mail. Também é aberto aos professores o agendamento de excursões ao Centro Municipal de Educação Socioambiental, orientados por um guia. Poderá ser agendada uma visita por semana, com capacidade máxima de 30 pessoas. Até o momento o Centro recebeu 1.500 alunos das escolas do Município e conta mensalmente com a visitação de aproximadamente 500 pessoas.

Programa de Produção e Doação de Mudas Nativas

1. Introdução

A restauração florestal é o ato de levar uma área degradada a um estágio mais próximo possível de uma situação não perturbada. As ações de restauração abrangem várias etapas, que vão desde o planejamento, que tem início com o diagnóstico da área, a fim de definir o grau de degradação e as intervenções necessárias para minimizar os danos ou acelerar a recuperação dos processos físicos, químicos e biológicos do local, até o monitoramento e avaliação de indicativos de sustentabilidade e resiliência. O plantio de mudas é indicado em áreas que perderam a cobertura vegetal e sofrem com a degradação.

A produção de mudas florestais, entre as atividades da silvicultura, é uma das mais importantes, pois representa o inicio de uma cadeia de operações que visa o estabelecimento de florestas e povoamentos. Desta forma o sucesso da implantação e da produção florestal está diretamente relacionado à qualidade das operações de viveiro e do seu produto, que são as mudas.

Os viveiros do Centro Municipal de Educação Sociombiental do Projeto Rio São João, da Fundação Granja Escola São José e do Instituto Estadual de Florestas vem fornecendo as mudas de espécies nativas para que ocorra o reflorestamento no entorno das nascentes que abastecem a sub-bacia do Rio São João, colaborando para a preservação da qualidade e quantidade das águas que abastecem o principal rio de Itaúna.

2. Objetivo

Produzir mudas de espécies arbóreas nativas em quantidade e qualidade adequada ao plantio.

3. Metodologia

A expedição de mudas para projetos de restauração florestal segue as premissas da alta diversidade florística e equabilidade, proporcionando uma diversidade equilibrada na implantação dos projetos de restauração florestal. Para o projeto de revitalização do Rio São João são utilizadas espécies nativas de grande ocorrência na nossa região, para que não ocorra a descaracterização da vegetação original.

As mudas são produzidas em viveiros permanentes, onde a estrutura e organização dos viveiros são extremamente importantes para obtenção de mudas de qualidade, produzindo plantas de espécies adequadas e em quantidade necessária à demanda, respeitando-se a época e o destino do plantio.

Na dinâmica operacional de um viveiro as etapas são: a obtenção de sementes; o beneficiamento; o armazenamento; a quebra da dormência (caso necessário); o preparo das sementeiras; o processo de semeadura; o estabelecimento das mudas em canteiros e o manejo das mudas até o processo de expedição, onde em todas essas etapas o controle fitossanitário é rigoroso.

4. Doação

Durante o ano de 2017 foram doadas 9247 mudas produzidas no Viveiro do Centro e 2.467 mudas produzidas no Viveiro da Fundação Granja Escola São José, como fruto de compensação ambiental.

Programa de Revitalização e Cercamento de Nascentes

1. Introdução

O Projeto Rio São João surgiu da necessidade de se unir esforços de entidades do poder público e da sociedade civil com vistas a melhorar as condições ambientais de um curso d’água que tem primordial importância para o Município de Itaúna: o Rio São João.

Atualmente o projeto trabalha na revitalização das nascentes por meio do cercamento e recuperação da vegetação por processos de regeneração natural e plantio de mudas de espécies adequadas à região, visando acelerar o processo de recomposição da vegetação nativa.

2. Objetivo
    
Recuperar, conservar e preservar a flora das nascentes pertencentes a sub- bacia do Rio São João e mitigar os impactos ambientais, visando a regeneração das matas no entorno destes mananciais e restabelecer o funcionamento ecológico natural destes ambientes.

3. Metodologia

Inicialmente ocorre a mobilização dos proprietários dos terrenos que possuem nascentes pertencentes à sub-bacia do Rio São João, cujo objetivo é explicar o funcionamento e a importância do cercamento e revitalização destas nascentes. Após o diálogo inicial é realizado o cadastramento da surgência, onde é avaliado o grau de conservação da mesma através do protocolo de avaliação rápida de diversidade de habitats proposto por Callisto et al. (2002). O protocolo avalia um conjunto de parâmetros em categorias descritas e pontuadas. As pontuações finais refletem o nível de preservação das nascentes, que são classificadas como impactadas, alteradas ou naturais. Após a análise, define-se se é necessário o plantio de mudas nativas ou apenas a construção das cercas em um raio de no mínimo 50 metros.  

4. Atividades desenvolvidas no programa

Em 2017 foi realizada a revitalização e o cercamento de seis nascentes na região do Córrego do Soldado. A região foi priorizada, pois os recursos hídricos vertem diretamente para a Barragem Dr. Augusto Gonçalves.

Além do cercamento das nascentes foi realizada a recuperação de duas nascentes localizadas na área urbana de Itaúna, através do plantio de mudas de espécies adequadas à região, visando acelerar o processo de recomposição da vegetação nativa.

Dados gerais sobre o Rio São João

A sub-bacia do Rio São João faz parte da Bacia do Rio Pará, localizada na Bacia do Alto São Francisco, com área de 1500Km2. O Rio São João nasce no Campo dos Gentios, localidade do município de Itaguara, e abastece outras 10 cidades: Itatiaiuçu, Carmo do Cajuru, Itaúna, Mateus Leme, São Gonçalo do Pará, Igaratinga, Conceição do Pará, Pará de Minas, Onça do Pitangui e Pitangui, desaguando no Rio Pará em Velho da Taipa, município de Pitangui.

Itaúna é o principal município banhado pelas águas do Rio São João, além do fato deste ser o único rio que abastece a cidade, sendo responsabilidade das autoridades locais a preservação e a recuperação. No entanto, no manejo ambiental de recursos hídricos, não se deve pensar apenas nos limites municipais. A microbacia deve ser considerada como unidade básica de manejo, visto que alterações feitas em qualquer ponto podem acarretar melhorias ou comprometimento da qualidade e quantidade da água disponível.

A largura média do Rio São João é de5 m, sendo que na sua foz apresenta uma largura de 8 a 10m, e a profundidade de 1 a 1,5m.

A Bacia se localiza em uma área de transição entre Cerrado e Mata Atlântica, vegetação essa já bastante degradada e substituída por pastagens e reflorestamentos de eucalipto. O clima predominante é o tropical de altitude, com média pluviométrica de 1557,5mm anuais, temperatura média anual de 21,8 0C e umidade relativa do ar de 68%.

 

 
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Publicado: 22 de DEZEMBRO de 2017
Centro Municipal de Educação Socioambiental


 

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