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Principal   Nossa Cidade   ETE - Estação Trat. Esgoto

Até setembro de 2016, o prefeito de Itaúna (Centro-Oeste de Minas), Osmando Pereira, espera concluir as obras da estação de tratamento do esgoto (ETE) da área urbana, que hoje é despejado no Rio São João. O anúncio foi feito pelo prefeito, nesta terça-feira (11/8/15), durante audiência pública realizada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para discutir a poluição do Lago Azul, no município vizinho de Pará de Minas.

Como parte da poluição do Lago Azul é consequência do despejo de esgoto em Itaúna, o anúncio da conclusão da ETE foi muito bem recebido por autoridades e moradores de Pará de Minas, onde foi realizada a reunião. No entanto, também houve uma cobrança por educação ambiental e por fiscalização sobre outras fontes de poluição, como os resíduos industriais e de propriedades agrícolas que ficam ao longo do rio. “Nós estamos passando por uma mudança radical na cultura de como lidar com a água e precisamos também de uma mudança radical na fiscalização”, afirmou o presidente da comissão, deputado Cássio Soares (PSD).

A mesma cobrança por mais fiscalização foi feita pelo presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) de Pará de Minas, José Hermano de Oliveira Franco. “Brinquei com a diretora do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) que todos os fiscais do órgão cabem em uma Kombi”, afirmou Franco. Ele disse que a culpa da poluição do lago não é apenas de Itaúna, mas também de centenas de mineradoras de argila e areia, inclusive clandestinas, e do despejo irregular de dejetos agrícolas e industriais. “O problema não é o Lago Azul. O problema é que temos um rio doente, o São João”, lamentou o representante do Codema.

O prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, admitiu que o município também contribui para a poluição do Rio São João, no trecho abaixo do Lago Azul. No entanto, ele afirmou que a prefeitura tem um projeto para garantir a despoluição dos cursos d'água em todo o município, no prazo de dez anos. O deputado Inácio Franco (PV) cobrou apoio do Governo do Estado às prefeituras, para que elas consigam executar esses planos de obras ambientais em um período de crise financeira.

 Proliferação de aguapés e assoreamento podem acabar com o lago

A preocupação mais imediata da população de Pará de Minas é com o desaparecimento do espelho d'água do Lago Azul, quase totalmente coberto por aguapés, plantas aquáticas que proliferam com alta concentração de fósforo e nitrogênio. Moradores alertaram que o grau de degradação já é tão alto que os aguapés começam a perder lugar para a braquiária, capim que avança nas partes mais assoreadas do lago. “O Lago Azul não existe mais, está totalmente tomado por aguapés. Mas enquanto não tratar o esgoto, não adianta retirar os aguapés”, afirmou o deputado Inácio Franco.

Morador das vizinhanças do Lago Azul, Geraldo Fernandes afirmou que, além do prejuízo visual, a população está sofrendo com a desvalorização de suas propriedades e com o fim das atividades turísticas. “Os terrenos se desvalorizaram em mais da metade. Há um terreno que já valeu R$ 160 mil e hoje vale R$ 30 mil. E o mau cheiro pode ser sentido a 500 metros, até um quilômetro de distância”, afirmou Fernandes.

A ideia de priorizar o tratamento de esgoto foi consensual na reunião. O prefeito de Itaúna, Osmando Pereira, afirmou que a conclusão da estação de tratamento pode até ser antecipada de setembro para julho de 2016. No entanto, essa conclusão depende da efetivação de um repasse federal de R$ 14 milhões, que já foi pactuado. A primeira etapa da obra já foi concluída e todo o esgoto da cidade já está interceptado. Segundo o prefeito, Itaúna produz 120 litros de esgoto por segundo. A ETE terá capacidade para tratar 180 litros por segundo. “Nossa estação será diferenciada, terá um tratamento terciário, com desinfecção com raios ultravioleta”, afirmou Osmando Pereira.

Crise hídrica - O professor Ricardo Motta Pinto Coelho, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, alertou que o problema que afeta o Lago Azul se repete em todos os reservatórios de Minas e foi agravado pela crise hídrica que atinge a Região Sudeste. Ele citou o exemplo de Várzea das Flores, em Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte), que dentro de pouco tempo terá esgotado até mesmo seu volume morto, de tão assoreado está o reservatório. Já a represa do Rio Manso, principal responsável pelo abastecimento da Capital, sofre com o acúmulo de sedimentos, principalmente os provenientes de mineradoras do entorno.

Com relação ao Lago Azul, Ricardo Motta alertou que não se faça a simples retirada dos aguapés, como aconteceu no passado na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. “Foram retirados os aguapés e o que ocorreu foi a proliferação de cianobactérias. Em Brasília, eliminaram as cianobactérias e ocorreu a mortandade de peixes”, advertiu o professor. As cianobactérias são organismos que produzem oxigênio por meio da fotossíntese, mas também podem liberar toxinas na água, contribuindo para a contaminação.

Crédito: Clarissa Barçante/ALMG

 

 

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